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Impacto Emocional na Nação com o sequestro da Liderança

6 de janeiro de 2026

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Alívio? Pavor?

Sim, a frase da canção de Chico Buarque fala tudo: O que será que será?

Independentemente de posicionamentos político-partidários, o sequestro de uma liderança nacional produz um abalo que ultrapassa a esfera do poder e alcança o campo mais sensível de uma sociedade: o emocional coletivo. No caso do povo venezuelano, a ausência forçada de seu governante maior [Sim, um ditador, mas será que o povo conhece a democracia – mesmo que deturpada?] ativa sentimentos profundos de insegurança, incerteza e luto simbólico — temas centrais para reflexão durante esta semana, neste Janeiro Branco, dedicado à saúde mental.

Sim, querido Empresário, Gestor é um cenário complexo.

Do ponto de vista filosófico, a liderança representa ordem, previsibilidade e sentido. Quando essa referência é abruptamente retirada, instala-se um vazio que questiona a própria ideia de estabilidade. Hannah Arendt já alertava: a imprevisibilidade política afeta a confiança básica necessária para a vida em comunidade. O medo do “e agora?” se espalha como névoa densa.

Sob a lente psicológica, eventos traumáticos coletivos tendem a gerar ansiedade difusa, ruminação e polarização emocional. Mesmo quem discorda do líder pode sentir desamparo, pois o trauma não se ancora na figura em si, mas na ruptura do cotidiano e na ameaça à continuidade. Lembro-me de um provérbio popular: “Ruim com ele, pior sem ele.” O novo apavora, amedronta, mesmo sendo muito melhor do que o status quo vivido pela maioria. Nesse contexto, o cérebro busca narrativas para se proteger; quando não as encontra, o estresse aumenta, trazendo crises de identidade, de pânico, podendo chegar até a um Burnout coletivo.

A Neurociência ajuda a explicar esse fenômeno: situações de ameaça ativam a amígdala, intensificando respostas de alerta e reduzindo a capacidade do córtex pré-frontal de planejar e ponderar. Em massa, isso pode resultar em decisões impulsivas, exaustão emocional e sensação de perda de controle.

Num mundo ideal, os veículos de comunicação de massa locais, deveriam acalmar a massa, através de conhecimento, expondo os prós e os contras com liberdade e responsabilidade. Entretanto, o que mais se enxerga é a ampla manipulação da informação, tendenciando a proteção e manutenção dos interesses de poucos representantes do poder; nunca – entenda bem isso – NUNCA visando à proteção, ao conhecimento, às necessidades e à qualidade de vida e saúde do povo.

Janeiro Branco propõe reflexões e ações inteligentes, tais como: reconhecer que saúde mental é também um tema social. Cuidar do emocional coletivo exige informação clara, espaços de escuta e práticas que restaurem a sensação de segurança. Em tempos de incerteza, investir em diálogo, empatia e autocuidado não é neutralidade — é responsabilidade humana.

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Especialista em Conexões Humanas | Mentora de liderança

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