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Estudo de Caso: Crise de Governança na Acadêmicos de Niterói

19 de fevereiro de 2026

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Uma Leitura sob a Lupa da NR1 e da Psicologia Sistêmica

O Carnaval de 2026 nos trouxe um caso emblemático de falha na gestão de riscos e liderança com o desfile da Acadêmicos de Niterói.

Confesso que não tinha assistido ao desfile até ontem. Assisti na íntegra e com um olhar que mescla a Comunicação e Semiótica [um enredo totalmente simbólico e óbvio] e o prisma da NR1 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) com a minha trajetória como Mentora e PhD em Neurociência, fica claro que o “espetáculo” negligenciou pilares fundamentais da governança moderna.

1. O Risco Psicossocial e a Ética da Liderança

A NR1, em sua atualização mais recente, exige que as organizações gerenciem não apenas riscos físicos, mas riscos psicossociais. Quando uma agremiação utiliza recursos públicos — via Lei Rouanet ou verbas diretas — para promover propaganda política explícita, ela ignora a segurança psicológica da coletividade.

A “perseguição” alegada pela escola é, na verdade, uma resposta sistêmica ao desequilíbrio entre o fazer artístico e o uso ético do capital público.

Liderar uma escola de samba exige visão de Advisor de Negócios: o desvio de finalidade corrói a reputação (capital simbólico) e gera o que a neurociência chama de ameaça social, provocando o afastamento de patrocinadores e a rejeição de setores da sociedade. Era visível que a plateia ‘GERAL’ não militante, manteve-se inerte.

2. A Falha Técnica como Sintoma de Má Gestão

O rebaixamento para a Série Ouro e a fragilidade de fantasias evidenciam que, onde a energia foi gasta em ideologia, faltou processo.

Na visão da Constelação Sistêmica, a escola “saiu do seu lugar”. Ao trocar a excelência técnica pela militância caricata — que feriu a fé de grupos religiosos e ridicularizou opositores —, a liderança quebrou a ordem da pertencimento e do equilíbrio entre dar e receber.

Portanto, o desfile foi um “estudo de caso” sobre:

Como a falta de conformidade e o viés cognitivo do líder
podem levar uma organização ao colapso técnico e jurídico.

Segundo a Wikipedia:
Uma escola de samba é uma agremiação cultural e recreativa, com raízes em comunidades, que se dedica à produção de desfiles carnavalescos, samba, música e dança, funcionando durante todo o ano. Seu objetivo principal é o desfile competitivo no Carnaval, mas também atua como um agente social e de valorização cultural, oferecendo cursos e atividades para a comunidade.

O que é uma Escola de Samba:

  • Agremiação Popular: Organizações comunitárias, frequentemente localizadas em bairros periféricos, que funcionam como espaços de união e valorização da cultura popular, como visto no Wikipedia.
  • Estrutura de Ensino: Possuem quadras e galpões onde ocorrem ensaios, montagem de fantasias e alegorias, funcionando o ano todo.
  • Raízes Históricas: Surgiram no Rio de Janeiro por volta de 1928, evoluindo de ranchos carnavalescos e zé-pereiras, conforme o Mundo Educação.

Objetivos de uma Escola de Samba:

  • Desfile Competitivo: O objetivo técnico principal é organizar um desfile para a competição de Carnaval, buscando notas 10 em quesitos como harmonia, evolução, bateria e enredo.
  • Expressão Cultural e Identidade: Promover a cultura do samba, ancestralidade e arte, funcionando como uma expressão de identidade nacional, explica o YouTube.
  • Transformação Social: Atuar como polo de inclusão, oferecendo projetos sociais, oficinas de dança, música e teatro, criando oportunidades para jovens e adultos, segundo o carnavalbrasileiro.com.
  • Trabalho Coletivo e Gestão: Engajar a comunidade em um esforço conjunto para criar um espetáculo grandioso, que funciona com planejamento de gestão, planejamento, execução e liderança, analisa o Diário Zona Norte e Nota Alta ESPM

Identidade Nacional é um conceito construído socialmente, passando por gerações e evoluindo com o tempo, cito alguns:

  • Elementos Culturais: Língua, música, gastronomia, folclore e costumes.
  • Símbolos Nacionais: Bandeira, hino, brasão e monumentos.
  • História Comum: Passado compartilhado, heróis nacionais e marcos históricos.
  • Construção Contínua: Não é fixa; muda e se adapta com novas gerações e influências sociais.
  • Exemplos no Brasil: A mistura de culturas (cultura da mistura), o futebol, o carnaval e a culinária regional fazem parte da construção da identidade brasileira

E, que fique claro a temática, o enredo, o personagem, a ideologia, a abordagem não constitui Identidade Nacional, muito menos consagra nenhuma figura como herói.

Sim, no Brasil temos heróis e que não são unânimes, tais como: Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Santos Dumont, Anita Garibaldi, Ayrton Senna, o povo brasileiro que trabalha honestamente e sobrevive de seu salário mensal; os empreendedores MEIs e PMEs que geram empregos e dinamizam a economia com criatividade, trabalho e estratégia.

Para todo o restante das pessoas, existe um fenômeno psicológico chamado Síndrome | Complexo do Herói, muito comum e recorrente, posso resumir da seguinte maneira: pessoa que tem uma necessidade intensa e constante por visibilidade como ‘salvador,’ ‘injustiçado’, ‘herói de situações’, aquele que sofre por assumir responsabilidades excessivas, até criando problemas para resolvê-los – e receber elogios, reconhecimento.

Apesar de não serem transtornos mentais listados no DSM-5 [manual oficial de diagnósticos] essas condições, comportamentos são estudos como padrões comportamentais DISFUNCIONAIS que podem levar ao esgotamento [burnout] inclusive social, gerando repúdio e uma ansiedade preocupante.

Sim, é muito intragável perceber que uma expressão artística é liberdade criativa; ficou subjugada a uma narrativa política. E, expressão artística – nunca foi um salvo-conduto para irresponsabilidade administrativa.

Especialista em Conexões Humanas | Mentora de liderança

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