Você é escravo do que sabe ou mestre do que ouve?
“O sábio ouvirá e crescerá em prudência”.
Mishlei / Provérbios 1:5
Pode parecer religioso, mas não o é.
É um misto das ideias de Carl Gustav Jung [Psicologia Analítica e o Inconsciente Coletivo] com o livro Sagrado: Torah | Antigo Testamento.
Esse insight antigo – sabedoria milenar – conversa demais com o que a neurociência nos mostra hoje: ouvir mantém o cérebro aberto; excesso de certeza fecha as portas.
Conflito nosso de líderes a cada momento
Imagine que o cérebro é como um paraquedas corporativo: só funciona quando está aberto. Quanto mais cargos e títulos alguém conquista — PhD, crachá cheio de estrelas, currículo premium — mais o cérebro pensa assim:
“Já cheguei ao topo, já sei tudo.”
Sabe por que isso acontece?
Porque nosso cérebro, funcionário MEGA eficiente – quer economizar energia. Em vez de analisar ideias novas, usa atalhos mentais [faz o que chamamos de Brasil – no trânsito] baseados no passado.
Na Psicologia chamamos de viés de confirmação: a pessoa passa a escutar apenas o que combina com o que já acredita.
Na neurociência, o nome técnico é rigidez cognitiva. O córtex pré-frontal, que é o CEO das decisões, vai perdendo flexibilidade. A amígdala — o segurança do prédio — fica dizendo:
“Cuidado com essa ideia diferente, pode ser ameaça.”
Resultado: o profissional – líder – muito experiente tende a se fechar em certezas e rejeitar aprendizados que poderiam gerar inovação e prudência.
Construtos-chave explicados de modo arroz com feijão – passo a passo
- Autoridade alta = muralha invisível
Títulos e posições sociais aumentam autoestima, mas podem criar uma bolha. O cérebro troca curiosidade por proteção de reputação. - Certeza demais = músculo duro
Assim como um braço engessado, o pensamento fica sem movimento. Isso reduz criatividade e empatia. - Ouvir no sentido de ESCUTAR = treino de flexibilidade
Perguntas novas religam conexões neurais, como atualizar o software de um celular. - Humildade intelectual = gestão de risco
Líder sábio é o que admite: expertise não é verdade final; é ponto de partida.
Quando traduzimos tudo isso para o dia a dia, a mensagem é bem simples: quanto mais alto subimos na carreira, mais precisamos praticar escuta e dúvida produtiva para não deixar o cérebro virar pedra.
Você sabe o que é Pipeline?
Esteira do trabalho acontecendo em etapas.
Imagine uma esteira de fábrica:
primeiro vem a ideia – depois o contato – depois a negociação – depois o pagamento.
No jargão corporativo, chamamos esse fluxo de pipeline. É o caminho que leva algo do ponto A ao ponto B — normalmente vendas, projetos ou investimentos.
Exemplos práticos
- Pipeline de vendas: lista de clientes em diferentes fases até fechar negócio.
- Pipeline de projetos: tarefas organizadas passo a passo até a entrega.
- Pipeline de conteúdo: roteiro do texto até virar revista diagramada.
Ou seja, não é só um plano parado: é o funil vivo, com data, ordem e responsável.
Direto ao ponto: pipeline é gestão do fluxo para o cérebro e para a empresa não se perderem no meio do caminho.
Juntos até o TOPO ⛰️.