3 Estratégias de Neuroliderança e Gestão Sistêmica
1ª Reestabelecimento do “Eixo de Segurança” (Foco Neurocognitivo)
Em uma crise, o cérebro dos nossos colaboradores e clientes entra em modo de “Luta ou Fuga” (sequestro da amígdala). A PME precisa agir rápido para baixar o cortisol do ambiente.
- Ação: Comunique-se com transparência radical. Se houve erro no uso de recursos ou posicionamento, admita-o imediatamente. A vulnerabilidade do líder, quando bem gerida, ativa a ocitocina (hormônio da confiança) nos stakeholders.
- O que evitar: O “silêncio ruidoso”. No vácuo da informação, o mercado cria sua própria narrativa (quase sempre negativa).
2ª Alinhamento de Hierarquia e Pertencimento (Visão Sistêmica)
Muitas PMEs entram em crise, porque “saem do seu lugar”, como a escola de samba Acadêmicos de Niterói que trocou a arte pela política.
- Ação: Faça um diagnóstico de compliance ético. Sua empresa está servindo ao cliente ou ao ego do dono? Reorganize as prioridades colocando o propósito do negócio (solucionar a dor do cliente) acima de convicções pessoais ou ideológicas que não pertencem ao ambiente corporativo.
- O que evitar: Usar a empresa como palanque. O cliente quer valor, não doutrinação.
3ª Recuperação da Excelência Técnica (A “Entrega” da NR1)
A Acadêmicos de Niterói foi punida pela técnica frágil. Na PME, a crise de imagem costuma vir acompanhada de queda na qualidade do serviço.
- Ação: Implemente um PFCA (Planejar, Fazer, Checar, Agir) focado em riscos ocupacionais e operacionais. Mostre ao mercado que, apesar do ruído, a “entrega” continua impecável. Melhore o produto para que o valor tangível supere a polêmica intangível.
- O que evitar: Tentar abafar a crise apenas com marketing. Sem a melhoria real dos processos (conforme pede a NR1), qualquer propaganda será vista como “maquiagem”.
“Crise não se resolve apenas com palavras, mas com o reequilíbrio do sistema.
Uma PME forte é aquela que tem profundo conhecimento de que:
sua maior moeda é a confiança e sua maior segurança é o processo técnico bem gerido.”